quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Você consegue falar em público?


O mercado de trabalho está cada dia mais competitivo e exigente, isso é fato. Mas será que os tímidos tem menos chances em um processo seletivo do que aqueles que esbanjam simpatia e uma boa comunicação?
Especialistas afirmam que comunicar-se bem é certamente um diferencial na hora de conquistar seu espaço no mercado de trabalho ou ainda galgar uma nova posição na empresa em o profissional já atua, porém almeja destacar-se mais.
Para tanto, ás vezes é necessário que o profissional vença um de seus maiores “falar em público”. Postura, linguajar, ansiedade, tom de voz, tudo parece ser tão complicado e difícil de realizar.
Confira abaixo algumas dicas da consultora em comunicação pessoal, Eunice Mendes, comentadas em uma reportagem exibida pelo Jornal Hoje, na rede Globo:
• “Em uma conversa ou reunião, evite mexer no cabelo. Se for mulher pode prendê-lo. Não manipule objetos como caneta ou chaveiro, nem fique mexendo na gravata ou nos óculos. Elimine as palavras como tá, né, ok, certo, tipo assim, acho que, a nível de e é isso aí. Procure não usar palavras estrangeiras ou palavrões.”

• "Não precisa ficar tenso, de braços cruzados, porque isso só afasta. Só aumenta a distância entre você e as pessoas da reunião", sugere a consultora.

• “Estabeleça contato comigo. No momento em que a pessoa olha pro chão ou para o teto, a pessoa me perde", orienta Eunice. "Quando a pessoa coloca as mãos para trás passa a mensagem de estar insegura e não sabe o que fazer. A mão cruzada, em cima do abdômen, significa que eu não estou muito receptiva e dá um ar meio relaxado. Os gestos, as palavras e meus atos precisam ter coerência e equilibro. Já a mão na cintura parece que sou dona do estabelecimento e isto dá uma pose muito prepotente. Se a pessoa tiver uma boa estrutura para a fala, as mãos acompanharão normalmente a mensagem.”

Exercícios ajudam quem tem dificuldades para fazer uma palestra, falar em público ou apresentar um trabalho.

Na comunicação oral:
- Falar muito baixo ou muito alto.
- Falar muito depressa ou muito devagar.
- Falar com voz estridente.
- Falar em tom monótono, sem modulação.
- Diminuir o volume da voz no final de frases.
- Falar como um 'robô'.
- Omitir "s" e "r" finais.
- Usar muitos termos estrangeiros.
- Pronunciar incorretamente os termos estrangeiros.
- Ser repetitivo(a).
- Expressar-se sem objetividade e clareza.
- Usar termos técnicos para um público leigo.
- Usar argumentos inconsistentes e genéricos.
- Perder-se em detalhes.
- Utilizar vícios de linguagem: 'Tá?'; 'Né?'; 'Ok?'; 'Certo?'; 'Entendeu?'; 'Percebe?'; 'É isso aí!'; 'Tipo assim... '; 'A gente'; 'Acho que... '. A nível de "...
- Repetir as mesmas coisas, mesmo que de formas diferentes ou usar pleonasmos tais como: 'elo de ligação'; 'novo lançamento'; 'acabamento final'; 'certeza absoluta', 'sintomas indicativos'; 'detalhes minuciosos'; 'encarar de frente'; 'multidão de pessoas'; 'retornar de novo'; 'surpresa inesperada'; 'escolha opcional' e 'planejar antecipadamente'.

Na comunicação não verbal:

- Manipular objetos (caneta, chaveiro, crachá, gravata etc.).
- Ajeitar constantemente os cabelos e os óculos.
- Coçar-se.
- Prender as mãos nas costas.
- Roer unhas.
- Cruzar os braços.
- Enfiar as mãos nos bolsos.
- Apoiar as mãos na cintura.
- Apoiar-se nos móveis.
- Olhar para o chão ou para o teto.
- Olhar muitas vezes para o relógio.

Na comunicação interpessoal:
- mostrar-se prepotente.
- mostrar-se subserviente.
- Fornecer informações incorretas.
- Interromper o interlocutor, desrespeitando a sua vez de falar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário